2/16/2007

Arraial do Cabo II - A Missão

A segunda viagem de 2006, logo no início de fevereiro, foi um repeteco da primeira, com um gosto diferente porque conseguimos nos desvencilhar da multidão q frequenta a Região dos Lagos no verão.

Éramos um grupo enorme: Gabi, Gi, Hérica, Wally, Ju, Vivi, Marquinhos, Adriana e casal de amigos, o brother Darren e os hermanos Paula, Pablo, Juan Pablo e Sol. Mil desculpas se esqueci alguém!

Alugamos várias casinhas num lugar lindo chamado Casa da Pedra (www.casadapedra.com.br), todas de frente para o mar, perto do Pontal do Atalaia. O precinho foi bastante justo e o único porém (tem q ter um porém, se não fica sem graça) foi a afirmação do locador de que cada casa tem 4 ou 5 camas... Não tem, não! Cada uma tem uma cama de casal e uns sofás para anões ou crianças (pequenas!). Tudo bem, pra tudo na vida se dá um jeito e a gente se acomodou.

Além do visual de filme, tivemos a grata surpresa de observar das nossas varandas uma tartaruga q mora pelas pedras e um, pasmem, submarino de passagem!!! Não perguntem! Não faço idéia do que um submarino fazia por ali.

Outra surpresa é que as águas de Arraial, normalmente geladas, estavam super calientes! Deu pra gente nadar muito, boiar horas e deitar na beira d’água feito corpo estendido na areia chamando a atenção de criancinhas mais curiosas (não é, Gi??).

Um dia fomos à Prainha, com águas verde esmeralda, e lá ficamos o dia todo lagartixando. Devemos agradecimentos especiais a Wally q gentilmente cuidou para que nosso suprimento de cerveja e belisquetes não fosse interrompido jamais e, de minha parte, à Gabi, q me ajudou a subir a pirambeira entre a praia e a estrada (é q fiquei cegueta depois de perder as duas, as DUAS, lentes de contato).

Outro dia, voltamos à Prainha, dessa vez de escuna! Esse passeio entrou pra história pq quase teve briga de galera... Mais de uma!

Bom, tudo começou com as negociações com os barqueiros locais. O pessoal da escuna nos convenceu que pelas condições do mar (e tb por causa de umas caipis for free...) seria melhor irmos com eles. Acontece que um dos pontos chave do negócio era que não tocassem, em hipótese alguma, funk e axé. Sorry a quem gosta, mas passeio de barco com amigos no paraíso não tem nada a ver com esses ritmos tão populares no momento. Negócio fechado, embarcamos.

Meia hora de viagem e... FUNK! A gente tentou levar um pouco só q depois de nos servirem umas caipirinhas bem aguadas e quentes, bateu revolta e reclamamos da seleção musical. Pronto, aí ficou um climão com a galera q tava gostando e ficamos trocando farpas indiretas, através de comentários feitos em tom mais alto. Na ida, vencemos a parada, mas na volta a gente já não tinha forças e deixou pra lá...

Outro episódio memorável desse passeio foi a visita à bela Praia do Farol. A escuna parou a uns 200 m de lá e os mais aventureiros decidiram desembarcar a nado, sem esperar pelo bote. Toda viagem tem um sem noção, pois bem, essa não fugiu à regra, mas a falta de bom senso quase acabou em tragédia. Uma figura de meia idade, gorducha e bêbada pulou na água e ao chegar na areia ficou estirada, lembrando baleias e golfinhos encalhados. Gabi, nossa médica solícita e dedicada, se prontificou a prestar a assistência possível naquelas circunstâncias, mas foi a única, porque a família do cara ficou fazendo piadinhas, dizendo q ele estava só cansado, ao passo que os barqueiros picaram a mula (i.e. o bote) e voltaram pra escuna pra não levar multa da marinha (e dane-se se fosse um infarto...).

Bom, como não sou médica, nem parenta, nem amiga, nem tinha como ajudar em nada, subi as dunas com Gi e brother. Depois de olhar a vista maravilhosa - FAROFA!!! Resolvemos rolar duna abaixo!!! Chegamos ao final ralados, bem bife à milanesa e... felizes!!! Pena q não registramos o momento com fotos! Hummm, talvez tenha sido melhor... Micão! Pra tirar a areia, ainda fizemos snorkeling! Bons momentos.

Voltando ao borracho, mal pude acreditar ao vê-lo recuperado, no bote, a caminho da escuna! Todos ficaram aliviados por não ter q navegar com um defunto, mas isso só até o momento de passar do bote à escuna, quando quase cometemos um assassinato. Eis que a mala se levanta sacudindo o bote todo, começa a agarrar cordas, escada, se apoiar nos outros até que sentou, literalmente, na cabeça da Ju. Foi a gota d’água e o discurso da Ju foi um dos melhores que já ouvi. O melhor trecho? “Já não basta a gracinha q fez antes? Vai querer bancar o herói de novo? Não tem vergonha, não?” Ficou todo mundo pianinho. Valeu, Ju. Só pra usar uma palavrinha mais erudita, o sujeito era ignóbil!

Teve também o dia do por do sol no Pontal do Atalaia. Dessa feita não teve tanto engarrafamento. Em compensação... Um pessoal resolveu que o momento tinha a ver com funk... É, funk marcou nossa viagem. Gi, com meu humilde apoio e cheia de atitude, argumentou: “Poxa gente, a gente tá aqui pra curtir o visual, ver o por do sol na maior paz, e a música alta atrapalha, não tem nada a ver... Dá pra vocês abaixarem o som um pouquinho?” Nada como ser fofa ao invés de enfiar o pé na porta. Os caras diminuiram os decibéis e ficamos bem.

Mais alguns momentos memoráveis: Gi no melhor estilo mil e uma noites; Darren respondendo “Bia is in the shower” à pergunta “Do you want beer?”; a galera dançando nos sofás; Vivi enrolada no edredon, parecendo a rena do nariz vermelho, tudo pra não perder a festa; Pablo e sua creche; o macarrão feito a prestações que levou quase a noite inteira pra matar a fome da galera; e a sequência de fotos das meninas – sérias, fazendo bico, de óculos, olhando pro além, etc.

Aquele fim de semana valeu por 15 dias de férias!

2/08/2007

Companheiros de Viagem

Parte 1 – Introdução

No confinamento de um avião não há como evitar uma certa intimidade com desconhecidos. Essa intimidade forçada tem o potencial de conduzir a situações verdadeiramente vexatórias e inconvenientes, isso sem falar nos rotineiros incômodos de acordar descabelada, com remelas e bafo de onça e encarar alguém de quem sequer se sabe o nome; de ter q pedir uma licencinha pra ir a o banheiro e praticamente escalar os vizinhos que ocupam os assentos do meio e do corredor, tomando cuidado pra não pisotear pés ou passar a bunda em algum nariz; de transferir seu lixinho de mãos em mãos até que chegue à aeromoça, etc.

Depois de viver momentos memoráveis em mais de uma ocasião, concluí que há os seguintes grupos de companheiros de viagem: os chatos (incluindo bêbados, tagarelas, crianças choronas e outros), os famosos, os legais (espécie em extinção) e os inesperados (categoria que abarca tudo q sobra).

Concluí também que, para meu bem estar, dado que chatos são maioria, é melhor evitar maiores interações, assim normalmente mantenho uma postura, digamos, indiferente... ou antipática mesmo... Essa atitude já me salvou, mas tb já me meteu em cada uma... Nos próximos posts eu vou contando.

2/02/2007

São Pedro e Arraial

2006 foi um ano de viagens gostosas aqui pelo Brasil, sempre em busca do sol.

Comecei o ano aceitando o gentil convite de uma amiga para passarmos o dia de São Sebastião em São Pedro D´Aldeia e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.

Fui muito bem acolhida pela família dessa amiga em São Pedro – pela primeira vez provei feijão verde e adorei! Bonzão! Aliás, passei muito bem com aquela comidinha caseira e saborosa. Me deu uma saudade da vovó Célia...

Infelizmente, São Pedro não é mais a mesma... A lagoa agora tem cor de barro e o lugar parece ter parado no tempo – não se vê sinais de progresso. Então nos restou visitar os arredores.

Demos uma passadinha em Cabo Frio, que estava o caos por conta do feriado. A idéia era comprar biquínis baratex por lá, só que abortamos a missão depois de um engarrafamento incrível em frente à praia principal (lembro o nome, não...). Gente, Cabo Frio já era farofa há uns 10 anos, agora chegou ao ápice!

Fomos também a Arraial, que continua um paraíso – superlotado, mas paraíso... A areia branca, as dunas e a cor do mar são imbatíveis. Na Praia Grande, o vento estava contra as ondas que, ao quebrarem, pareciam ter uma cabeleira de prata. Lindo!

Lá na praia passamos por uma situação inusitada, dessas q a gente ouve falar e não dá bola. Quase lenda urbana, sabe? Um indivíduo de língua presa e sunga amarela parou na nossa frente, fazendo sombra, e puxou papo. Eis q a figura pergunta se não queremos nos juntar a ele e seu amigo, que sorria à distância, e, incrível, solta um “Aê, vocês são muito bonita (assim, no singular mesmo)! Deus fez vocês e jogou a fôrma fora??” Ok, ok, elogio é elogio, mas foi meio chocante... Ficamos mudas e o cara desembestou... Indignado, mandou pra minha amiga: “Ó, vc é muito mal educada! Sua mãe não te deu educação, não?” 30 segundos depois tínhamos enxotado a mala, q saiu no melhor estilo machão, resmungando: “tão se achando gostosa (sem “s”...), tudo mal amada, blá-blá-blá.” “Aê”, ninguém merece!!!

Outro dia, também em Arraial, tentamos fazer um passeio de barco e foi um terror... O negócio atrasou horrores, tinha uma galera esperando no cais e, quando o barquinho atracou, o que se viu foram cenas de extremo subdesenvolvimento. Várias pessoas começaram a saltar desordenadamente do cais ao barco, empurrando umas às outras, jogando crianças e apetrechos... Deprimente. Lembrei de Guns n’ Roses... Axel gritando: “Welcome to the jungle!!!! It gets worse here everyday! Ya learn ta live like an animal in the jungle where we play. If you got a hunger for what you see you'll take it eventually. You can have anything you want but you better not take it from me!” Adoro Guns... Saudades... Um link pra letra inteira: http://www.lyrics007.com/Guns%20N'%20Roses%20Lyrics/Welcome%20To%20The%20Jungle%20Lyrics.html

Well, well, mudamos de planos pra não correr o risco de naufragar e passamos o dia numa prainha inocente e gostosa. Depois fomos assistir o por do sol no Pontal do Atalaia. Tão lindo! O sol se põe no mar, entre duas ilhas. É demais! Aliás, mesmo sem por do sol, o visual basta pra deixar qualquer rabugento de bom humor.

Depois do relaxamento, um engarrafamento monumental! Até hoje não sei como todo mundo conseguiu sair de lá! Vejam só na foto...

Relendo, parece q a viagem não foi boa... Foi, sim! Passamos ótimos momentos, só que não dá pra negar que Região dos Lagos em feriado de verão é programa aborígene... Tem q levar chocalho, cocar e ter paciência, fair play e bom humor. A gente teve!

1/26/2007

Escapada para Sampa II - Cultura Geral

A viagem pra São Paulo também teve um quê de cultura geral. Alguém conhece quem tenha morado no Timor Leste?? Eu conheço! Na conversa descobri que não sabia quase nada sobre o Timor e fiquei com vergonha da minha ignorância... Mas o que vale é que pessoas interessantes são assim, debatem (e ensinam) coisas das mais inesperadas.

Pois bem, corri atrás do prejú e, juntando as informações obtidas em São Paulo com as da wikipedia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Timor-Leste) preparei bits & pieces do que aprendi.

Zé, corrige aí se eu falar alguma barbaridade!!!!

TIMOR LESTE

- País asiático jovem que muito lutou por sua independência. Inicialmente uma colônia lusa, declarou a independência de Portugal em 28/11/75. Entretanto, foi invadido pela Indonésia e permaneceu subjugado até o plebiscito organizado pela ONU em 1989, quando 80% da população optaram pela independência. A partir de então as manifestações pela independência se intensificaram, apesar da duríssima repressão dos indonésios. Em abril de 2001 os timorenses elegeram seu atual presidente e, em 20/05/2002, finalmente tiveram reconhecida sua independência.

- São línguas oficiais do Timor o português e o tétum, de origem malaio-polinésia. Ocorre que o Português não é lá tão conhecido, nem utilizado. Na realidade, o indonésio, apesar de não ser oficial, é um idioma de maior influência. Quanto ao tétum, Zé fez de tudo pra me convencer que é simples, lógico, objetivo. Deu vários exemplos, mas não sei não... Boiei!

- Capital: Díli

- Localização

- Bandeira

1/22/2007

Escapada para Sampa


Ainda no Rio fui apresentada ao mais novo (e já boêmio) paulistinha do pedaço que, com 9 meses, caiu na gandaia. Coisa mais fofa e simpática o filhote do meu casal mais alto astral!

Meu reencontro com amigos paulistas acabou rendendo uma escapada de fim de semana a São Paulo.

Nos divertimos (divertimo-nos...) tanto aqui no Rio q encarei a ponte aérea para continuar a festa. Os “meus” sabem se esbaldar, ainda que peçam “breja” e não cerva, chamem os programas de “balada”, achem que malas são “xarope” e não paguem mico, e sim “sapo” (pagar sapo????), entre outras pérolas ausentes do nosso vocabulário carioca.

Bom, quando cheguei à terra da garoa, garoa... Mas Murphy, mancomunado com São Pedro, provou que meu problema era só com o Rio e no decorrer do fim de semana o tempo abriu até fazer sol! Ainda bem.

Sampa me deixou impressionada. Está bem tratada, limpa, organizada, desenvolvida, cosmopolita e, pode-se até dizer, bonita. Claro que não se trata da boniteza natural do Rio, mas bonita sim, do seu jeito, feita de concreto, vias largas e longas, arranha-céus, movimentada. Quem me conhece sabe, sou dos grandes centros.

Mal pude acreditar nas recentes manchetes dos jornais sobre o absurdo, inimaginável e injustificável desabamento das obras do metrô... Piores foram as notícias sobre os vergonhosos depoimentos das “otoridades” e dos construtores (que devem ter freqüentado a mesma escola do Sérgio Naya, aquele dos prédios de areia da Barra da Tijuca), que nada explicam, complicam.

É broxante a sensação de que a irresponsabilidade predomina. Não falo só de São Paulo, o comentário é geral... Sinceramente, toda vez que fico engarrafada no elevado do Joá bate certa angústia, um medinho daquilo tudo ceder ao peso e de terminarmos todos os infelizes da hora do rush no fundo do mar...

Voltando à Sampa (que falta de foco!!!), tive um cicerone excelente que me fez sentir em casa. Mal aportei na cidade, fui levada ao Nagayama, para um delicioso jantarzinho japonês, regado a saquê como eu gosto.

O ponto alto do dia seguinte foi o sensacional Museu da Língua Portuguesa, super hightech, num lugar charmosíssimo e histórico, a Estação da Luz (vejam só no site www.museudalinguaportuguesa.org.br/wps/portal). Programa 100% para todas as idades. Poemas recitados e acompanhados de efeitos visuais, bem como trechos do Grande Sertão Veredas (de Guimarães Rosa) espalhados em um grande play-ground interativo visivelmente despertam o interesse dos visitantes, principalmente de crianças e adolescentes.

Mais tarde jantamos com o casal alto astral e seu pequeno rebento, que teimava em engatinhar a mil por toda a sala até agarrar-se às nossas pernas (fofo demais!!!). Enxugamos algumas garrafas de vinho e atacamos aquele típico e inigualável acepipe paulista: pizza!!! Destaque para a de abobrinha com ricota. Na real, deliciosa!

O dia seguinte foi curto pq tinha show do Chico à noite, no Rio, mas foi ótimo. Almoçamos no moderninho Spot, na Paulista (tô me achando íntima de São Paulo...). Fiquei meio assim com as moças que freqüentam o lugar... Umas paulistas lindas, altas (que ódio!), arrumadas e, como a cidade, com cara de prosperidade. Meus brios de carioca ficaram mexidos. Quando ouvi do meu acompanhante paulista que São Paulo estava mesmo farta, não resisti e mandei: “é, mas você bem que foi ao Rio buscar uma carioca!” Ora, veja!

Desabafos à parte, adorei o fim de semana e agradeço de coração aos queridos paulistas, notadamente ao irritante acompanhante.

1/15/2007

Férias no Rio

Dessa vez fiz algo inédito: tirei férias para ficar no Rio. O plano: resolver uma lista de pendências e, como prioridade máxima, me largar na praia e torrar até virar calango. A certeza: sol (afinal, nunca tive, no meu histórico de viagens, problemas com o tempo). Do contra: São Pedro. Conclusão: Murphy não falha!

Alguém pode por gentileza explicar o tempo murrinha que tem feito no Rio?? Tá, tá, efeito estufa, el niño, whatever. Fato é q voltei a trabalhar e meu leve bronzeado se deve às queimaduras de 5o grau que tive por conta dos 2 únicos dias de sol dos 15 de férias que tirei.

Ainda assim as férias valeram muito a pena. Tirei o atraso do cinema e recomendo entusiasticamente Volver (Almodovar se supera e sua musa Penelope tb) e Pequena Miss Sunshine (crítica divertida e emocionante) - sensacionais!

Outro programinha bom foi ler o livro sobre Renato Russo do Arthur Dapieve, relançado recentemente, por conta dos 10 anos da partida de Renato. Acho q o autor não chega a imortal da ABL, mas o livro, apesar da falta de sequência, rende ao gênio Renato uma justa homenagem e serve para que os leitores saibam dele um pouco mais, assim como da Legião.

Também aproveitei para me entregar ao pecado da gula e conhecer ou revisitar restaurantes ótimos: Bazzar, Celeiro, Madame Butterfly, Sharm El Sheik, Café Severino, Aprazível (q voltou a ser a maravilha que era e reincorporou ao cardápio a delícia do peixe tropical, com banana da terra assada e arroz de côco), Bar Lagoa (o kassler faz valer o mal trato, pq os garçons, vcs sabem...), entre outras gostosuras. Pra fechar com chave de ouro (no sentido literal...), fui me despedir do Le Saint Honoré (que vista, que serviço!) e do Le Méridien, que faziam parte da minha vida e também do meu imaginário desde criancinha. Aliás, a venda do hotel da cascata de fogos e do café da manhã nos reveillons de Copacabana me deixou bem amuada... Já estou nostálgica.

Bom, pra queimar as calorias ganhas por conta dessas incursões culinárias, eu pedalei. E como pedalei! Descobri que é ótimo andar de bicicleta na Lagoa em horário de vagabundagem e também me dei conta de que é possível ir a quase todo canto da zona sul contornando o coração do Rio. Copa também foi um destino constante, continuação do passeio do Leblon à Ipanema. A princesinha do mar continua a merecer o título. Lindo, lindo o nosso Rio de Janeiro.

Por falar nisso, o show do Chico, “Carioca”, é mesmo uma ode à cidade e faz jus a tudo de encantador que ela tem. Foi a primeira vez q vi o Chico no palco e, mesmo paradão, ele contagia, ocupa o espaço disponível e envolve a multidão que participa ativamente... e berra, um berro gutural: lindo, lindo!!!! Pro Chico, não pro Rio...

O Chico a gente elogia, já a Riotur... Ando numa fase de listas – faço listas de tudo: filmes que quero ver, coisas a fazer, restaurantes, etc. Pois bem, relacionei alguns programas turísticos do Rio que ainda não fiz: visita ao Palácio Laranjeiras, tour no Municipal, visita à Ilha Fiscal. Olhei o site da Riotur (http://www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/guia/?Canal=33), verifiquei os horários (que excluem cariocas trabalhadores, pois são limitadíssimos e restritos a dias de semana) e peguei os telefones. No Palácio Laranjeiras atende uma gravação informando que as visitas estão suspensas, só que ninguém diz quando recomeçarão. No Municipal, ninguém atende, nunca! Não tentei a Ilha Fiscal. Hello, Riotur!!!!!

Programinha que não depende da Riotur e é o maior barato (se bem que, nesse caso, o barato pode sair caro, muito caro) é visitar o museu da H Stern. Fica na loja da Garcia D'Ávila, nossa 5th Avenue, e basta dar uma chegadinha lá que tem visita o tempo todo. Tourist trap, verdade, pq o tour termina na loja, mas é legal à beça ver o processo de elaboração das jóias - há janelas e podemos acompanhar os profissionais trabalhando desde a lapidação até a montagem final.

Outro ponto alto das férias foi ter tempo para aproveitar meu priminho e minha afilhadinha, bem como reencontrar outras pessoas especiais, inclusive as que estavam apenas de passagem pelo Rio no fim do ano - alguns filhos pródigos e outros vindos daquela terra estranha chamada São Paulo. Os reencontros renderam boas risadas, barriguinha de chope e muitas fofocas. Escrevo mais no próximo post.

9/05/2006

Viagem cultural

Há alguns dias ganhei um livro ótimo! Como consta da dedicatória, uma viagem pela cultura popular brasileira. É “O Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro – Século XX”, de Lélia Coelho Frota, Editora Aeroplano. Recomendo e agradeço à cunhada, irmão e sobrinha, que me presentearam.

Ah! Os mestres artesãos de Caruaru são citados no livro, inclusive Seu Luiz Antônio! O nome da mulher dele é Odete!